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Flordelis é presa em casa pela Polícia Civil, após decisão da Justiça

Flordelis é presa em casa pela Polícia Civil - Foto: Vitor Soares/Plantão em Foco

Flordelis, de 60 anos, foi presa pela Polícia Civil no início da noite desta sexta-feira (13/08), em sua casa, após o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pedir a prisão preventiva da agora ex-deputada federal. A prisão ocorreu por volta das 18h40.

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Por ela ter imunidade parlamentar, a pastora evangélica não poderia ser presa. Mas, após sua cassação, na quarta-feira (11/08), pelo plenário da Câmara dos Deputados, Flordelis automaticamente perdeu seu mandato de deputada federal. A prisão ocorreu 48 horas depois da sua cassação.

Com isso, ela teve a prisão preventiva decretada pela juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói. Segundo o Ministério Público, Flordelis foi a mandante da morte do seu marido, o pastor Anderson do Carmo, em 16 de junho de 2016.

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Pelo Facebook, Flordelis divulgou um vídeo falando que estava indo presa, e pedindo orações (veja abaixo).

“Olá gente, chegou o dia que ninguém desejaria chegar. Estou indo presa por algo que eu não fiz, por algo que eu não pratiquei. Eu não sei para quê, mas estou indo com força e com a força de vocês. Orem por mim. Orem, orem. Uma corrente de oração na internet. Busquem a deus, está bom? Um beijo, amo vocês”, disse ela.

A solicitação da prisão da ex-parlamentar foi assinada nesta sexta-feira (13/08), pelo promotor Lucas Caldas Goles Gagliano e foi encaminhada à 3ª Vara Criminal de Niterói.

“Com a perda do mandato de parlamentar, a situação jurídica da ré deve ser revista, para sanar a desproporcionalidade que havia entre as medidas cautelares impostas e os fatos imputados e as condutas que a ré praticou para interferir na instrução e se furtar no momento da aplicação da lei penal”, diz o pedido de prisão encaminhado à 3ª Vara Criminal.

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Além disso, o Ministério Público afirma, ainda, que, “além da gravidade da conduta criminosa, a ex-deputada, poucos dias após o homicídio, orientou os demais corréus para que o celular da vítima fosse localizado e suas mensagens comprometedoras fossem apagadas, bem como que fossem queimadas as roupas com possíveis vestígios forenses”.

“VERDADEIRO ABSURDO”, DIZ ADVOGADO

O advogado da cantora, Rodrigo Faucz, afirmou que o pedido de prisão preventiva pelo Ministério Público foi um “verdadeiro absurdo”.

“No processo, não tem nenhum pedido ainda protocolado do Ministério Público. Analisamos agora. É interessante que a acusação sempre, neste processo, tem esta estratégia de divulgar pela imprensa justamente para fazer uma pressão popular maior para que ela seja presa, mesmo sem ter nenhum requisito da prisão presente no caso. Então, nós consideramos como um verdadeiro absurdo esse pedido de prisão”, afirmou o advogado em áudio encaminhado ao Site Metrópoes.

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