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Mulher abre sex shop para evangélicos, mas rechaça vibradores e itens para sexo anal

Empresária Carolina Marques - Foto: Elisa Soupin/G1

Uma empresária do Rio de Janeiro está fazendo sucesso na web pelo fato de ter aberto uma loja de produtos eróticos (sex shop) para o público evangélico. A ideia de abrir a loja surgiu neste ano, e o sucesso é tanto que a mulher deu até uma entrevista ao G1, portal de notícias da Globo, um dos maiores do Brasil.

Carolina Marques, de 26 anos, é membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, casada desde janeiro e possui um filho de outro relacionamento. Em maio, decidiu abrir uma loja de produtos eróticos chamada ‘ConSensual’, mas ela prefere chamar de ‘Love Store’.

A empresária afirma que quer levar aos clientes evangélicos a ideia de que o sexo não precisa ser um tabu ou nem deve ser visto como algo sujo, desde que aconteça entre um homem e uma mulher e dentro do casamento. Ela declara ainda que consegue ajudar os casamentos a manter-se de pé. Também diz que conversa com as mulheres da igreja, que indicam para outras fiéis, e assim a marca se propaga e cresce.

NOMES SUGESTIVOS

A mulher tenta vender os seus produtos com nomes leves criados por ela. Além disso, seus produtos apresentam sabores mais lúdicos, como algodão-doce e outros inspirados nos famosos chicletes Bubbaloo. Assim, ela afirma ter uma receptividade melhor.

“Não tem como vender produtos chamados ‘ppk louca’ ‘vai fundo’, isso assusta esse público, pode acabar afastando”, disse ela, que também é massoterapeuta de formação. Carolina diz que sua formação ajuda na qualidade dos seus produtos, isso porque faz curadoria muito cuidadosa dos artigos. Assim, ela consegue mostrar aos clientes que o investimento vale a pena.

“A ideia é mostrar que o sexo pode ser uma conversa saudável, um assunto para se tratar sem medo e que começa muito antes da cama. Se a esposa não quer porque está cansada, o marido tem que pensar se ele tem feito a parte dele na casa. Às vezes, a mulher só está sobrecarregada com as tarefas, o trabalho, os filhos”, disse ela ao G1.

AUSÊNCIA DE CERTOS PRODUTOS

A empresária, no entanto, diz que a sua loja tenta não focar em produtos que geralmente são muitos vendidos em lojas de produtos eróticos tradicionais, como por exemplo, itens para sexo anal Ela justifica:

“Dentro do meio cristão, a região anal é vista como uma área fisiológica. Tanto que não existe ali lubrificação natural. A mulher engravida a partir da penetração, aquilo já foi feito para isso”, disse ela acrescentando que os vibrad0res não estão no catálogo da sua loja, pelo menos não ainda.

“Um homem pode ficar muito intimidado de ver a mulher com uma prótese que pareça um pênis. Por que ter outro pênis ali? No futuro, quero trazer vibros, mas do tipo colorido, para usar junto, mas as pessoas precisam se acostumar aos poucos com essa ideia. Primeiro um gel beijável, um lubrificante, e depois algo a mais”, explica Carolina.

Segundo a empresária, os julgamentos ocorrem por vender esses produtos, Inclusive relata que já foi julgada pela mãe e teve que convencer até o marido de que sua ideia era boa.

“Me chamavam de crente do rabo quente, meu marido falou que não sabia se ia dar certo, por sermos cristãos, mas eu sabia que a marca teria um propósito”, disse ela.

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