in

Pastora que pregou contra quem posta “coisa de gente preta, de gay” vira ré no RJ

Karla Cordeiro - Imagem: Reprodução

A pastora Karla Cordeiro dos Santos Tedim, da Igreja Sara Nossa Terra, de Nova Friburgo virou ré por discurso racista e homofóbico. Ela apareceu pregando e criticando os fiéis que defendiam causas políticas, raciais e LGBTQIA+.

Publicidade

“É um absurdo pessoas cristãs levantando bandeiras políticas, bandeiras de pessoas pretas, bandeiras de LGBTQIA+ e sei lá quantos símbolos tem isso aí. É uma vergonha. Desculpa falar, mas chega de mentiras”, diz a pastora. “É uma vergonha. A nossa bandeira é Jeová Nissi, é Jesus Cristo, ele é a nossa bandeira. Para de querer ficar postando coisa de gente preta, de gay, para. A palavra de Deus que transforma vidas. Vira crente, se transforma, se converta!”, disse ela em um culto no final de julho.

Como resultado, recebeu centenas de críticas dos internautas. Karla foi acusada de racismo e homofobia. Além disso, o vídeo na qual apareceu fazendo as declarações viralizou na internet e a Polícia Civil do RJ abriu inquérito para investigá-la dias depois.

Publicidade

RÉ POR DISCURSO RACISTA E HOMOFÓBICO

Segundo o Portal G1, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), por meio da 2ª Vara Criminal de Nova Friburgo, aceitou a denúncia do Ministério Público contra a pastora. Como resultado, ela virou ré por discurso racista e homofóbico.

A decisão foi proferida nesta quinta-feira (26/08), pelo juiz titular Marcelo Alberto Chaves Villas. O magistrado disse que o discurso da líder religiosa “perpassa, sim, a noção inicial de que a intenção da agente seria, de fato, de induzir ou de incitar a discriminação ou preconceito de raça e cor, bem como o preconceito ou a discriminação de grupos identificados pelo ponto comum da vulnerabilidade com o movimento LGBT”.

A defesa da pastora Karla Cordeiro informou que vai se pronunciar nos autos assim que receber a intimação. Além disso, disse que “a denúncia se baseia no relatório da autoridade policial no qual não concordamos, haja vista termos a certeza da inocência da senhora Karla, não sendo a mesma racista nem homofóbica”, disse o advogado da pastora, Paulo Donin.

Vale lembrar que depois da repercussão do vídeo, Karla Cordeiro se manifestou pelas redes sociais no dia 03 de agosto. Ela reconheceu que foi “infeliz” na fala e pediu desculpas.

Publicidade

Publicidade

Escrito Por

Jornalista do Portal do Trono nascido em Belo Horizonte, em Minas Gerais. Admirador da Rádio, TV e Internet. Contato: (31) 99583-5239.

Filha do Irmão Lázaro pede emprego e desabafa: “Por favor me ajudem”

Repórter da CNN diz que missionária previu sua contratação há 11 anos